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Taekwondo

Fora de Tóquio, Maicon Andrade já trabalha para Paris-2024

Sem conseguir disputar a vaga para o taekwondo na Tóquio-2020, Maicon Andrade não desanima, foca no que vem pela frente e já pensa em Paris-2024

Maicon Andrade, bronze na Rio-2016 (Facebook/maicon.andrade.777)

Da glória com a medalha de bronze na Rio-2016 para o desânimo de ficar de fora de Tóquio-2020. Maicon Andrade, 27 anos, viveu um turbilhão de emoções em quatro anos, mas garante que ainda tem muito a entregar para o taekwondo brasileiro.

Em live promovida pela CBTKD (Confederação Brasileira de Taekwondo) nesta terça-feira (2), Maicon Andrade já aponta para um novo objetivo. “As portas para Tóquio se fecharam para mim, agora é foco total para os próximos Jogos Olímpicos: Paris-2024”.

Sem abaixar a cabeça

Certamente, Maicon Andrade tomou um baque grande quando não foi selecionado pela CBTKD para participar da Seletiva Pan-Americana. No fim das contas, Ícaro Miguel, Milena Titoneli e Edival Marques, o Netinho, se garantiram para Tóquio.

“O importante é que vai ter brasileiro lá, competindo, representando o país. Isso faz uma diferença nas novas gerações de atletas. Eles precisam se inspirarem. O taekwondo precisa de mais medalhistas olímpicos.”

O momento de desânimo já ficou no passado. De cabeça erguida e consciente do que vem pela frente, o medalhista olímpico já tem certo na cabeça os próximos passos.

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“Tenho que lidar com isso. Vamos seguir fazendo o nosso trabalho, pensamento sempre focado. Nada vai me abalar, primeiro passar essa pandemia e voltar com tudo. São apenas três anos, já tá aí, daqui a pouco, focas nas próximas competições e conseguir a vaga.

Seguindo em frente

Maicon Andrade foi o primeiro brasileiro a conquistar uma medalha olímpica no masculino, o primeiro a conquistar um ouro em Grand Prix e não será o primeiro a desistir após uma queda.

Maicon Andrade é campeão do GP de Sofia de taekwondo, na Bulgária
Maicon Andrade é campeão do GP de Sofia de taekwondo, na Bulgária – Reprodução/Instagramam

“Eu tenho que seguir. Por todos aquele que vieram antes de mim. Por tudo que fizeram. Respeito demais a história, eles começaram a abrir as portas.”

Só que Maicon Andrade também abriu portas para as novas gerações e quer seguir como exemplo de dedicação. “Eu fui lá e provei que conseguiria. Muita gente vê o taekwondo como um esporte pequeno e amador, mas estamos quebrando essa barreira.”

Momento ótimo

Mesmo de fora de Tóquio-200, Maicon avalia como positivo o momento do esporte no Brasil. “O taekwondo não sou só eu. Ele é muito maior.”

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De fato, o taekwondo vem crescendo no cenário internacional. No último Mundial, em Manchester, Inglaterra, foram cinco medalhas, com Maicon deixando sua marca.

Foram duas medalhas de prata, com Ícaro Miguel e Caroline Gomes, e três bronzes, Maicon Andrade, Paulo Ricardo e Milena Titoneli. “De novo, todas essas conquistas servem de exemplo para os que estão chegando na seleção. Vocês conseguem, tem que focar, dedicar, abdicar de muita coisa, mas a vitória vem.”

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