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Tóquio 2020

Baby Futuro adia aposentadoria para disputar Jogos Olímpicos

Em live com o OTD, Baby Futuro falou sobre aposentadoria, adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio e experiência com a seleção de rúgbi sevens na Nova Zelândia

O adiamento das Olimpíadas de Tóquio mudou os planos de Beatriz Futuro, a Baby Futuro. Aos 34 anos, sendo 16 deles servindo a seleção brasileira de rúgbi sevens feminino, as Yaras, a atleta disse, em live realizada no Instagram do Olimpíada Todo Dia, que decidiu adiar a aposentadoria pelo sonho de disputar sua segunda edição dos Jogos.

Quando questionada sobre a decisão dos organizadores do Comitê Olímpico Internacional (COI) em reprogramar os Jogos Olímpicos de Tóquio para o ano que vem, Baby Futuro defendeu a opção, mas apontou dois lados da moeda e revelou que pretendia deixar os campos de rúgbi logo após os Jogos.

“Tem dois lados. Muita gente pensou no aumento do tempo de preparação. Mas foi uma coisa inevitável. Hoje com mundo que a gente está vivendo, não tem como acontecer as Olimpíadas. Estou no fim da minha carreira e estava contando as 14 semanas que faltavam para as Olimpíadas, porque depois eu ia parar de jogar. Para mim foi um pouco agoniante. ‘Aí, meu Deus, será que meu corpo aguenta?’. Eu entrei em uma crise negativa. Uma galera pensando pelo tempo maior de treinamento e eu pensando como vou aguentar”, disse.

Ansiedade e treinos

Agora, Baby Futuro lida com angústia de não ter torneios para disputar. “A expectativa agora é ver quando as coisas voltam a normalidade. E essa expectativa dá uma ansiedade. Todos os nossos torneios foram cancelados, tudo que a gente tinha para jogar está parado. ‘Estou treinando todo dia, mas para quê?’. A gente fica meio no vazio, é uma sensação ruim”, completou.

Assim como a maioria dos atletas, Baby Futuro está improvisando treinos para se manter ativa durante a pandemia do coronavírus. E, para isso, conta com a ajuda de Devon Muller, sul-africano que defende a seleção brasileira e namorado da carioca.

“Pegamos um material com o nosso preparador físico e readaptamos os treinos. Está difícil fazer um volume de corrida como era nosso treino normal, mas pelo menos ajuda a manter a sanidade mental, dormir e comer (risos). O bom é que o rúgbi se tiver um parceiro já dá para fazer um milhão de coisas. A gente está se reinventando dentro dessa realidade que vivemos por enquanto”, disse.

Experiência na Nova Zelândia

Visando se preparar para a etapa de Hamilton da Série Mundial de rúgbi sevens, a seleção brasileira ficou 45 dias na Nova Zelândia entre o final de 2019 e começo de 2020, passando o Natal e o Ano Novo com a família de Reuben Samuel, neozelandês que comanda a equipe. Lá, puderam se aproximar das Black Ferns, seleção local e atuais vice-campeãs olímpicas.

“Foi muito importante para a gente. A gente ficou mais próximo como time, então foi uma experiência bem rica. Jogamos um rúgbi de alta qualidade com as Black Ferns foi bem especial e poder conhecer as melhores jogadoras bem de perto. São meninas que a gente só encontra nos torneios e trocar uma ideia, conhecer o país delas, foi bem especial”, afirmou.

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Apesar dos resultados negativos, Baby Futuro analisou com bons olhos a participação do Brasil na Série Mundial de rúgbi sevens, a elite da modalidade no mundo, visando os Jogos Olímpicos de Tóquio.

“Para a gente não tinha uma preparação melhor para as Olimpíadas do que participar do Circuito Mundial. A gente não teve bons resultados nas cinco etapas que jogamos, mas é porque os outros times evoluíram muito e estão todos com a faca nos dentes para as Olimpíadas. Estava difícil, mas dentro das nossas possibilidades estávamos evoluindo”, finalizou.

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