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Rafael SILVA


NASCIMENTO
CAMPO GRANDE/MS
IDADE
32
ALTURA
2,03m
PESO
155kg
OLIMPÍADAS
2
PANS
2
CLUBE
PINHEIROS/BRA


MEDALHAS OLÍMPICAS
Londres 2012(+100kg)
Rio 2016(+100kg)
MEDALHAS PAN-AMERICANAS
Guadalajara 2011(+100kg)
MUNDIAIS
Antalya 2010(Equipes)
Salvador 2012(Equipes)
Rio 2013(+100kg)
Budapeste 2017(Equipes Mistas)
Chelyabinsk 2014(+100kg)
Chelyabinsk 2014(Equipes Mistas)
Budapeste 2017(+100kg)
Tóquio 2019(Equipes Mistas)

Rafael Silva, o Baby, é um dos maiores judocas da história do judô nacional. Dono de duas medalhas olímpicas e outras oito em mundiais, o peso pesado brasileiro tem um longo histórico de conquistas vestindo os quimonos da seleção, mas se engana quem pensa que sua relação com o judô vem desde a infância. Nascido em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, e criado em Rolândia, interior do Paraná, Rafael conheceu o judô apenas aso 15 anos, idade bem avançada para atletas de ponta. As dificuldades trazidas pelo começo tardio no esporte, como a ausência de técnica e os fundamentos básicos do judô, foram superadas com muito treinamento.
A ascensão de Rafael foi rápida. Em 2005 Rafael já representava o Brasil internacionalmente, mesmo tendo apenas 3 anos no esporte, e em 2006 Rafael disputava o Campeonato Mundial Júnior de Santo Domingo. Mas foi mesmo em 2010 que os resultados de Rafael começaram a aparecer de forma mais destacada. Rafael foi campeão dos Jogos Sul-Americano de Medelín, na Colômbia, além de ter conquistado diversas medalhas no Circuito Mundial, como o ouro na Copa do Mundo de Madrid e o bronze no Grand Prix de Qingdao, na China. Foi também em 2010 que Baby disputou seu primeiro mundial adulto, quando terminou em quinto lugar. Em 2011, Rafael disputou pela primeira vez uma edição dos Jogos Pan-Americanos, em Guadalajara, ficando em segundo lugar ao perder a final para o cubano Oscar Bryson. Ao longo de 2011 e 2012 o brasileiro se consolidou como um dos judocas mais promissores da categoria, conquistando mais de 11 medalhas no Circuito Mundial, entre elas a prata no tradicional Grand Slam de Tóquio e a medalha de prata no mundial por equipes masculino, em Salvador, Bahia.
Foi também em 2012 que Rafael entrou definitivamente para a galeria dos grandes nomes de nosso judô, quando conquistou a medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Londres, a única do judô masculino naquela edição e a primeira medalha da história dos pesados. Rafael manteve sua ótima fase ao longo do ciclo olímpico de 2016 e chegou a liderar o ranking mundial, ficando a frente do francês Teddy Riner, um dos maiores nomes da história do judô mundial.
No Mundial do Rio de Janeiro, em 2013, Rafael chegou na final de sua categoria, parando justamente no astro francês, conquistando a medalha de prata. Em 2014, Rafael voltou a subir no pódio do Mundial, dessa vez ficando com o bronze em Chelyabinsk, na Rússia. No mesmo mundial o Brasil também foi bronze por equipes, com o judoca fazendo parte da equipe. Dentre as várias conquistas no período se destacam ainda o ouro no Masters de Almaty e o ouro no Grand Slam de Tyumen, na Turquia.
Na Rio 2016, Rafael Silva voltou a subir no pódio olímpico. Diante de milhares de brasileiros que acompanhavam sua luta na Arena Carioca 2, Baby derrotou o uzbeque Abdullo Tangriev e conquistou sua segunda medalha olímpica. O histórico de vitórias do judoca seguiu por 2017, tendo novamente subido ao pódio de um Mundial, e assim como em 2014, por duas vezes. Além do bronze em sua categoria, Baby também brilhou na disputa por equipes mista e conquistou a medalha de prata em Budapeste, Hungria.
Em 2019 o Brasil voltou a conquistar uma medalha na disputa por equipes mistas no Mundial de Tóquio, dessa vez um bronze, e novamente com Rafael fazendo parte da equipe. Ao longo de seus 17 anos nos tatames, além das medalhas olímpicas e mundiais, o atleta do Pinheiros possui mais de 20 medalhas no Circuito Mundial, cinco títulos continentais, um ouro e um bronze nos Jogos Mundiais Militares.
E para quem se pergunta como um atleta de 2,03 metros de altura, 155 quilos e ainda terceiro sargento do Exército Brasileiro pode ter o apelido de Baby, a resposta é simples: Rafael Silva tem fama de ser bonzinho, às vezes tímido e retraído, além de ser bem tranquilo. Em 2020, Baby vai atrás de sua terceira medalha olímpica, feito ainda não alcançado por nenhum judoca brasileiro.