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Marcelo CONTINI


NASCIMENTO
CAMPINAS/SP
IDADE
30
ALTURA
1,79m
PESO
73kg
OLIMPÍADAS
PANS
CLUBE
PINHEIROS/BRA


MUNDIAIS
Budapeste 2017(Equipes Mistas)

Se há uma categoria no judô brasileiro com muita disputa interna para uma única vaga olímpica, essa com certeza é o peso leve masculino, para atletas de até 73kg. Peso, aliás , que já deu ao Brasil quatro medalhas olímpicas, o bronze de Luis Onmura em Los Angeles-84, a prata de Tiago Camilo em Sydney-00 e os dois bronzes de Leandro Guilheiro em Atenas-04 e Pequim-08. E um dos principais candidatos a representar o Brasil em Tóquio é o paulista Marcelo Contini. Natural de Campinas, mas radicado em Peruíbe, no litoral paulista, o judoca tem uma longa bagagem com a seleção brasileira, mesmo tendo apenas 30 anos.
Da sua primeira competição com a seleção adulta, a copa do mundo de Warsow na Polônia em fevereiro de 2009, para a temporada de 2020 onde busca sua primeira participação em Jogos Olímpicos, foram em torno de cinquenta e cinco participações em torneios de nível mundial, onde conquistou medalhas em quinze delas, sendo seis douradas. A principal conquista individual veio em 2012, no tradicional Grand Slam do Rio de Janeiro.
Prata no Grand Slam de Tyumen 2014, bronze no Grand Slam de Baku 2013, bronze na Universíade Shenzhen 2011, bronze no Grand Prix de Cancun 2018 e Bicampeão Sul-americano, são alguns dos resultados da carreira do judoca que participou também de quatro edições do campeonato mundial.
O melhor deles foi o de Budapeste em 2017. Naquela disputa fez parte da equipe mista que levou a medalha de prata em derrota para o quase imbatível time japonês. Foi peça importante na trajetória da equipe brasileira somando inclusive uma bela vitória nas quartas de final sobre o canadense medalhista pan-americano Antoine Bouchard.
Na equipe brasileira estavam os medalhistas olímpicos Rafaela Silva e Rafael Silva, as medalhistas mundiais Erika Miranda e Maria Suelen Altheman, além de Eduardo Barbosa, um de seus principais adversários na corrida olímpica.
Atual número 72 do mundo, Contini precisa estar entre os 14 atletas mais bem ranqueados da lista olímpica até o dia 31 de maio, além de claro ser o melhor brasileiro, para que conquiste sua vaga nos Jogos Olímpicos.
Além da disputa individual, a briga para disputar a Olímpiada na terra que é berço do judô também é importante para a competição por equipes, uma das principais apostas de medalha do Brasil, onde a categoria leve é uma das principais na disputa. A disputa por apenas um lugar no time nacional promete ser boa e isso só tende a engrandecer o judô brasileiro.