Siga o OTD

Salto triplo feminino

Jogos Pan-Americanos – Lima 2019 – Atletismo – salto triplo feminino

Chances do Brasil

Nubia Soares fecha 2017 como 4ª no Ranking Mundial do triplo

Depois de se machucar às vésperas do Mundial de atletismo de 2017 e ficar de fora da disputa, a brasileira Núbia Soares viveu o melhor ano de sua carreira em 2018. Com 14m69, ela alcançou a terceira melhor marca do mundo do ano passado e, aos 23 anos, chegará em Lima 2019 com chances reais de medalha.

A concorrência, no entanto, é dura. O principal nome da prova é a colombiana Caterine Ibarguen, atual bicampeã pan-americana. A atleta de 35 anos foi campeã mundial em 2013 e 2015 e medalha de ouro na Olimpíada de 2016. No Mundial de 2017, no entanto, ela foi prata perdeu seu reinado para a venezuelana Yulimar Rojas, outra competidora que chegará forte, aos 23 anos, a Lima 2019,

Local da competição

Estádio Atlético Pan-Americano

Local: Lima

Capacidade: 12.000 torcedores

A estrela dos Jogos

Medalhista de prata na Olimpíada de Londres 2012 e de ouro na Rio 2016 e pódio quatro vezes em Mundiais (bronze em 2011, ouro em 2013 e 2015 e prata em 2017), a colombiana Caterine Ibarguen é a maior vencedora da história do salto triplo feminino nos Jogos Pan-Americanos. Ela é a atual bicampeã da prova, que começou a ser disputada apenas em Mar Del Plata 1995, e vai tentar o tri, aos 35 anos, em Lima 2019.

Nossos pódios

Keila Costa é a responsável por ter colocado duas vezes o Brasil no pódio do salto triplo feminino dos Jogos Pan-Americanos. A primeira vez foi em casa com a medalha de prata no Rio 2007. Ela saltou 14,38m, mas não conseguiu se aproximar da cubana Yargevis Savigne, que foi campeão com 14,08m.

Oito anos depois, em Toronto 2015, Keila Costa voltou a repetir o feito. Ela saltou 14,50m, mas também ficou longe da poderosa colombiana Caterine Ibarguen, que alcançou 15,08m para quebrar o recorde dos Jogos Pan-Americanos, que pertencia a ela mesma.

Medalhistas

ANO Medalha de ouro TEMPO Medalha de prata TEMPO Medalha de bronze TEMPO
1995 Laiza Carrillo
Cuba
14,09m Niurka Montalvo
Cuba
13,90m Andrea Ávila
Argentina
13,84m
1999 Yamilé Aldama
Cuba
14,77m Suzette Lee
JAM Jamaica
14,09m Magdelín Martínez
Cuba
13,98m
2003 Mabel Gay
Cuba
14,42m Yuliana Pérez
EUA
13,99m Yusmay Bicet
Cuba
13,90m
2007 Yargeris Savigne
Cuba
14,80m Keila Costa
Brasil
14,38m Mabel Gay
Cuba
14,26m
2011 Caterine Ibargüen
Colômbia Colômbia
14,92 m Yargelis Savigne
Cuba
14,36 m Mabel Gay
Cuba
14,28 m
2015 Caterine Ibargüen
Colômbia Colômbia
15.08 m Keila Costa
Brasil
14.50 m Yosiry Urrutia
Colômbia Colômbia
14.38 m

Quadro de medalhas

Ordem País Medalha de ouro Medalha de prata Medalha de bronze Total
1  Cuba 4 2 4 10
2  Colômbia 2 1 0 3
3  Brasil 0 2 0 2
4  Jamaica 0 1 0 1
EUA 0 1 0 1
6  Argentina 0 0 1 1

A prova

Salto Triplo é uma combinação de três saltos sucessivos que terminam com a queda numa caixa de areia. A prova inicia-se com uma corrida de impulso. O salto começa com o contacto da perna de impulsão tocando o solo (maior absorção de impacto); segue-se uma pequena flexão da perna de impulsão (maior tensão elástica); nesse momento a perna de impulsão sofre grande pressão (até 6 vezes o peso do atleta), sendo que quanto maior o ângulo maior a pressão. A chamada é realizada com um movimento de patada, onde o saltador faz um movimento brusco com a perna para trás e para cima, tentando assim reduzir a perda de velocidade horizontal. O ângulo resultante de saída é menor que o salto da distância. Por fim, na fase de voo, deve-se corrigir o equilíbrio através da rotação horizontal dos braços, colocando o centro de gravidade no lugar.

Numa outra técnica, o salto realiza-se com a perna de elevação (+ fraca); dá-se o toque sobre a planta do pé (maior absorção de impacto) e o movimento de “patada” ativa na chamada para reduzir a perda de velocidade horizontal; existe maior tempo de contacto com o solo; a fase de voo é próxima da do salto em comprimento, e tem apenas como diferença a menor velocidade horizontal, provocando uma menor fase de voo. Para tal utiliza-se outro tipo de estilo – o tipo peito e o carpado. A correção do equilíbrio é feita através da rotação horizontal de braços, na fase terminal.

A Federação Internacional de Atletismo descreve a mecânica obrigatória do salto da seguinte maneira:”o salto deve ser feito de tal maneira que o atleta pouse, no primeiro salto, com o mesmo pé com que ele saltou após a corrida; o segundo salto deve pousar com o pé trocado, o qual serve de impulsão para o salto final dentro da caixa de areia”.

Os saltos são invalidados caso o atleta pise na borda ou em algum ponto tábua de impulsão. A marca é medida da ponta da tábua até a primeira marcação do corpo do saltador na caixa de areia. Assim como em várias outras modalidades do atletismo, marcas conseguidas com vento a favor superior a 2 m/s não são consideradas para recordes.