Siga o OTD

10000m masculino

Jogos Pan-Americanos – Lima 2019 – Atletismo – 10000m masculino

Chances do Brasil

Dono de sete medalhas na história dos 10000m rasos masculino nos Jogos Pan-Americanos, o Brasil será representado por Ederson Vilela Pereira em Lima 2019. Em 2018, ele fez 29min09s02, marca que foi apenas a sétima sul-americana do ano e apenas a 53ª. das Américas. Em 2019, ele melhorou bastante seu tempo ao cravar 28min32s69, resultado que, se for repetido no Pan, pode torná-lo candidato ao pódio

Local da competição

Estádio Atlético Pan-Americano

Local: Lima

Capacidade: 12.000 torcedores

A estrela dos Jogos

Falecido em fevereiro de 2018, o argentino Osvaldo Suárez é a grande estrela dos 10000m rasos masculino da história dos Jogos Pan-Americanos. Ele foi bicampeão da competição na Cidade do México 1955 e Chicago 1959 e ficou com a medalha de prata em São Paulo 1963. Em 1955 e 1963, ele também faturou o ouro nos 5000m rasos, prova em que ficou com o segundo lugar em 1959. Ele representou seu país nas Olimpíadas de Roma 1960 e Tóquio 1964 e ficou muito conhecido no Brasil por ter ganho três vezes a Corrida Internacional de São Silvestre em 1958, 1959 e 1960. Nos últimos anos de sua vida, dedicou-se a ensinar crianças e adolescentes interessadas em aprender atletismo, em um Cenard (Centro Nacional de Alto Rendimento Esportivo, em tradução literal). Seu falecimento foi lamentado por esportistas e jornais argentinos, que o classificaram como “lenda” e “principal nome do esporte do país”.

Nossos pódios

O momento mais marcante do Brasil nos 10000m masculino dos Jogos Pan-Americanos aconteceu em Guadalajara 2011. Dois atletas brasileiros subiram ao pódio, Marílson Gomes, que vinha de dois vice-campeonatos seguidos em Santo Domingo 2003 e Rio de Janeiro 2007, finalmente conseguiu a medalha de ouro, enquanto Giovani dos Santos completou a prova na terceira colocação e ficou com o bronze. A vitória de Marílson foi maiúscula. O atleta brasileiro chegou mais de 40 segundos na frente do mexicano Juan Carlos Romero, que terminou em segundo lugar.

Além de Guadalajara 2011, o Brasil teve dois atletas no pódio em Mar Del Plata em 1995. Mas o vencedor da prova foi o mexicano Armando Quintanilla. Valdenor dos Santos ficou com a medalha de prata e Ronaldo da Costa ficou com o bronze. Quatro anos depois, em Winnipeg 1999, Elenílson da Silva conquistou o ouro, deixando para trás o mexicano David Galván, que ficou com a prata, e o americano Pete Julian, que acabou em terceiro lugar.

Medalhistas

ANO Medalha de ouro TEMPO Medalha de prata TEMPO Medalha de bronze TEMPO
1951 Curt Stone EUA 31:08.6 Ricardo Bralo
Argentina
31:09.4 Ezequiel Bustamente
Argentina
32:31.8
1955 Osvaldo Suárez
Argentina
32:42.6 Vicente Sánchez
 México
33:00.4 Jaime Correa
Chile
33:42.6
1959 Osvaldo Suárez
Argentina
30:17.2 Doug Kyle
Canadá
30:18.0 Bob Soth
EUA
30:21.8
1963 Pete McArdle
EUA
29:52.2 Osvaldo Suárez
Argentina
30:26.6 Eligio Galicia
 México
30:27.9
1967 Van Nelson
EUA
29:17.4 Dave Ellis
Canadá
29:18.4 Tom Laris
EUA
29:21.6
1971 Frank Shorter
EUA
28:50.8 Juan Martínez
 México
29:05.1 Álvaro Mejía
Colômbia Colômbia
29:07.0
1975 Luis Hernández
 México
29:19.3 Rodolfo Gómez
 México
29:21.2 Domingo Tibaduiza
Colômbia Colômbia
29:25.5
1979 Rodolfo Gómez
 México
29:02.4 Enrique Aquino
 México
29:03.9 Frank Shorter
EUA
29:06.4
1983 José Gómez
 México
29:14.7 Domingo Tibaduiza
Colômbia Colômbia
29:17.1 Mark Nenow
EUA
29:22.5
1987 Bruce Bickford
EUA
28:20.4 Rolando Vera
Equador
28:22.6 Paul McCloy
Canadá
28:38.1
1991 Martín Pitayo
 México
29:45.5 Ángel Rodríguez
Cuba
29:54.4 Juan Linares
Cuba
30:09.6
1995 Armando Quintanilla
 México
28:57.4 Valdenor dos Santos
Brasil
29:04.8 Ronaldo da Costa
Brasil
29:07.7
1999 Elenilson da Silva
Brasil
28:43.5 David Galván
 México
28:44.0 Pete Julian
EUA
28:44.5
2003 Teodoro Vega
 México
28:49.4 Marílson Gomes dos Santos
Brasil
28:49.5 Dan Browne
EUA
29:06.2
2007 José David Galván
 México
28:08.7 Marílson Gomes dos Santos
Brasil
28:09.3 Alejandro Suárez
 México
28:10.0
2011 Marílson Gomes dos Santos
Brasil
29:00.6 Juan Carlos Romero
 México
29:41.0 Giovani dos Santos
Brasil
29:51.7
2015 Mohammed Ahmed
Canadá
28:50.0 Aron Rono
EUA
28:50.8 Juan Luis Barrios
 México
28:51.6

Quadro de medalhas

Ordem País Medalha de ouro Medalha de prata Medalha de bronze Total
1  México 7 6 3 16
2  EUA 5 1 6 12
3  Brasil 2 3 2 7
4  Argentina 2 2 1 5
5  Canadá 1 2 1 4
6  Colômbia 0 1 2 3
7  Cuba 0 1 1 2
8  Equador 0 1 0 1
9  Chile 0 0 1 1

A prova

10000 metros rasos é uma modalidade olímpica de atletismo e a mais longa distância disputada em pista, com um total de 25 voltas em torno da pista padrão de 400 metros do estádio.

Os antigos gregos já organizavam corridas de resistência semelhantes às corridas de longa distância atuais. A primeira prova semelhante aos 10 000 metros disputada na Era Moderna foi a corrida das 6 milhas (9 656 m), na Grã-Bretanha. O primeiro recorde aferido para a distância exata de 10 000 metros foi registrado em 1847. A prova entrou no programa olímpico em Estocolmo 1912, com a vitória do finlandês Hannes Kolehmainen. Durante todo o período anterior à II Guerra Mundial ela foi dominada pela Finlândia e seus fundistas, chamados de Finlandeses Voadores, como Kolehmainen, Paavo Nurmi e Ville Ritola. O último fundista deste país a vencê-la em Olimpíadas foi Lasse Viren, bicampeão olímpico em Munique 1972 e Montreal 1976. A partir dos anos 80, a distância passou a ser de domínio absoluto dos africanos, especialmente etíopes e quenianos, tanto em Jogos Olímpicos quanto em campeonatos mundiais.

Introduzida no programa olímpico para mulheres em Seul 1988, a primeira campeã olímpica foi a soviética Olga Bondarenko. Com o correr dos anos, as africanas passaram também a dominá-la, assim como a todas as provas de longa distância, como os 5000 metros e a maratona, secundadas pelas chinesas.