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Brasil sai de Paris sem medalha e com alerta aceso

Após muito treino nas primeiras semanas do ano, Brasil sai da França apenas com um quinto lugar de Rafaela Silva. Mayra Aguiar, Portela e Maria Suelen fizeram torneio abaixo do esperado. Em contrapartida, Eleudis Valentim e Larissa Pimenta tiveram boa campanha

Rafaela toma o golpe que a tirou do pódio em Paris (Foto: Gabriela Sabau/IJF)

O Grand Slam de Paris foi o palco de estreia das principais judocas da seleção brasileira no ano. Foram catorze, duas por categoria, dentre elas a bicampeã mundial Mayra Aguiar, e a campeã mundial e atual campeã olímpica, Rafaela Silva. O resultado, entretanto, foi nenhuma medalha e um sinal de alerta ligado.

Foram também Nathália Brígida (48kg), Gabriela Chibana (48kg), Eleudis Valentim (52kg), Larissa Pimenta (52kg), Tamires Crude (57kg). Completaram o time Aléxia Castilhos (63kg), Ketleyn Quadros (63kg), Maria Portela (70kg), Ellen Santana (70kg), Samanta Soares (78kg), Maria Suelen Altheman (+78kg) e Beatriz Souza (+78kg).

No primeiro dia, Rafaela (57kg) ficou perto do bronze, e Eleudis e Larissa (veja abaixo a estreia de Larissa) fizeram boa campanha. Foi só. Nathália e Gabriela venceram uma luta, e Tamires, Ketleyn e Aléxia ficaram na estreia. No segundo, ninguém passou da segunda rodada e três, das seis, caíram por hansokomake (desclassificação por punições)Sendo assim, nem participaram do bloco final de lutas. Confira aqui todas as chaves do torneio.

 

Mayra Aguiar cai na estreia no Grand Slam de Paris

Mayra Aguiar, também medalhista olímpica, parecia estar esperando dificuldades. “Estou me sentindo bem, preparada. Essas competições de início de temporada são muito duras, mas também são quase que um treinamento. É observar como estamos indo e ajustar ao longo das competições”, disse antes da competição.

Ela caiu na primeira luta para a chinesa Chen Fei, cujo melhor resultado na carreira é um quinto lugar nas Olimpíadas de Londres há quase sete anos. Importante ressaltar que Chen chegou ao pódio neste Grand Slam de Paris

Mayra Aguiar busca de recuperação em 2019, já que os pódios começaram a escassear depois do mundial vencido em 2017.

Vale lembrar que a seleção feminina principal passou quase um mês em preparação quase intensiva para a temporada. Até abriram mão do primeiro torneio do ano, o Grand Prix de Tel Aviv.

A mesma seleção feminina permanece na Europa para disputar o Aberto de Oberwart, na Áustria, dia 16, e o Grand Slam de Dusseldorf, Alemanha, entre 22 e 24 de fevereiro.

Áustria, Pindamonhangaba e Rio

O ano da seleção começou dia 7 de janeiro, no Campo Internacional de Mittersill, também na Áustria. Foram Nathália, Larissa, Tamires, Aléxia e Ellen, e atletas do time masculino. Além disso, demais judocas da seleção feminina começaram treinos no Brasil.

Após uma semana na Áustria, as mulheres voltaram para o Brasil. Logo depois reuniram-se para treinamento em Pindamonhangaba, interior de São Paulo, entre 23 de janeiro a 1º de fevereiro.

Campo Internacional de Mittersill

Houve também dois dias, no Rio, de avaliações sobre as condições físicas e fisioterápicas. Estiveram no Centro de Treinamento do Time Brasil Sarah Menezes, Rafaela, Portela, Mayra, Maria Suelen e Beatriz Souza.

Fevereiro

Após o fim do Grand Slam de Paris, participam de outro treinamento de campo internacional, na mesma capital francesa, até dia 14.

Por outro lado, o time masculino principal estreia somente em Dusseldorf. Após Mittersill, foram para Tokai, no Japão, onde ficaram de 15 a 30 de janeiro apenas treinando.

Bárbara Timo

Uma das algozes das brasileiras foi uma brasileira, entretanto Bárbara Timo passou a competir por Portugal neste ano. Ela derrotou Maria Portela pela segunda rodada. Por fim, Timo fez um excelente torneio e conseguiu a medalha de bronze, sua primeira pelo país europeu, em seu segundo torneio.

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