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Pan 2019

Roberto Schmits, nosso atirador de elite, também chora

Engana-se quem acha que aquele personagem alto, forte, barbado e com uma arma pesada na mão é uma pessoa com o coração de pedra

Roberto Schmits, bronze na fossa olímpica dos Jogos Pan-Americanos
Era no pai que ele pensava (Washington Alves/COB)

Não é exagerado dizer que quem olha Roberto Schmits à distância imagina que ele seja uma pessoa, digamos, com o coração de pedra. Afinal é um homem alto, forte, de barba grossa e geralmente está com uma arma de grosso calibre na mão dando tiro para tudo quanto é lado. Mas se algum dia você encontrar com ele assim, aproxime-se sem receios. Logo vai identificar um ser humano com o coração repleto de emoções que usa a arma exclusivamente por amor ao esporte.

Em dois contatos exclusivos com a reportagem do Olimpíada Todo Dia, o atleta brasileiro da fossa olímpica do tiro esportivo colocou suas emoções para fora em ambos. Primeiro foi um choro de lamento, afinal por muito pouco ele não conseguiu nos Jogos Pan-Americanos de Lima a sonhada vaga para as Olimpíadas de Tóquio. Faltaram dois tiros certos.

“É não deu, cheguei bem perto”, falou. “Quem sabe na Finlândia. Minha mulher me disse assim: ‘não foi agora vai ser outro dia’. A vida segue e eu ainda tenho condições de pegar uma vaguinha”, falou, com a voz embargada, logo após conquistar o bronze na prova individual da modalidade em Lima. Havia vaga apenas para os dois primeiros. Ele terá mais uma chance no país nórdico em uma disputa com atiradores de todo o planeta.

Roberto Schmits, bronze na fossa olímpica dos Jogos Pan-Americanos

(Alexandre Loureiro/COB)

O segundo choro foi de gratidão, ou saudades, dois dias depois relembrando a conquista do bronze e explicando o que passava na sua cabeça no momento em que pegou a medalha, registrado em uma bela fotografia. “A primeira coisa eu pensei foi no meu pai”, disse, antes de seus olhos novamente se avermelharem e encherem de água. Não deu mais para continuar falando. “A primeira coisa eu pensei foi no velho e aí passou um filme, sabe. Foi ele que colocou o ‘Schmitão’ nessa vida”, contou assim que conseguiu voltar ao bate papo. “Meu pai faleceu em 94 e eu acho que de alguma forma ele está me vendo. (Essa medalha) é para ele e para toda a minha família”.

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Alessandra e foco

O aspecto psicológico foi marcante também na disputa pela medalha. “No primeiro dia eu arranquei mal, estava em décimo lugar”. Isatisfeito e sabendo que poderia dar mais, recorreu à psicóloga que pela primeira vez o COB disponibilizou para a delegação de tiro esportivo. “50% da medalha é dela”, disse, referindo-se à Alessandra. “Eu cheguei para ela no primeiro dia de prova e disse: ‘olha, não fui bem. Eu coloquei tudo em prática, mas faltou um detalhe'”, diz. Após o papo, veio a reviravolta. “Fiz 74 de 75. Errei um prato só”.

Classificado para a final, ele entrou tão focado que só se deu conta que havia ganho a medalha quando ela já estava garantida em seu peito. “Fui indo, fui indo e quando eu vi só estávamos nós três e eu falei ‘bah, ganhei a medalha de bronze”, detalhou.

Aqui vale uma explicação. A final da fossa olímpica do tiro esportivo é disputada em rodadas eliminatórias. São seis atletas e o último colocado após cada parcial vai deixando a disputa. Sendo assim, os últimos três sobreviventes vão ao pódio e o campeão é o único que sobra.

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O segredo do sucesso não é segredo algum. “É dedicação. Eu participo de provas de tiro ao prato desde os oito anos de idade. Tenho 50 anos. São 42 anos envolvido com o tiro. Já representei o Brasil em muitos países, mais de trinta, quarenta, sei lá quantos. E é o terceiro Pan-Americano. Copa do Mundo tenho mais de vinte, campeonato mundial. Eu disputo campeonato brasileiro, disputo campeonato gaúcho pela minha cidade, Canela”, elenca, orgulhoso, com um belo sorriso no rosto.

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