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Em seu 3º. Pan, Ana Marcela quer deixar de ser só favorita

Ana Marcela Cunha é a maior atleta da maratona aquática. No Mundial, conquistou dois ouros e a vaga olímpica. Agora, nos Jogos-Pan Americanos Lima 2019, a brasileira quer deixar de ser favorita e conquistar a medalha inédita. Assista!

Ana Marcela Cunha Mundial de Desportos Aquáticos ao vivo mundial de esportes aquáticos
Satiro Sodré

 

2019 já é histórico para Ana Marcela Cunha! A brasileira é a melhor atleta da maratona aquática, chegou ao incrível número de doze pódios em Mundiais com as conquistas das últimas duas medalhas na semana passada (5km e 25km) e a vaga olímpica nos 10km garantida para Tóquio 2020. Mas duas coisas faltam na extensa galeria da atleta: a medalha dos Jogos Pan-Americanos e a medalha olímpica. Para a primeira, a disputa acontece no dia quatro de agosto, às 11h (horário de Brasília), na edição de Lima 2019. Assista ao vídeo!

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“Eu acho que o atleta ele é movido por desafios, sonhos e isso termina pra mim sendo um sonho. Eu acho que eu já sou muito feliz com tudo que eu conquistei, mas a gente sempre quer um pouquinho a mais. A gente sempre tem um up ali, que é o que faz a gente se dedicar mais, a cada competição querer um resultado melhor. Mas eu quero poder chegar nos Jogos Pan-Americanos e deixar de ser só uma favorita e sim conquistar uma medalha, que pra mim seria inédita”, disse a atleta em entrevista exclusiva ao Olimpíada Todo Dia.

A busca pela medalha do continente é a confirmação de uma preparação árdua. Ana Marcela tem experiência na competição, mas garante que não é tarefa fácil. Inclusive, a prova nos Jogos Pan-Americanos tem sua particularidade: “Bom, a minha estratégia pros Jogos Pan-Americanos normalmente as pessoas não tem muita noção… A minha prova, eu digo que ela é um pouco mais difícil em competição que são menos competidoras, que é mais vazia. Principalmente pelo jeito como eu nado, como eu compito, então assim… Eu sempre procuro nadar no meio do pelotão, ou pelo menos no meio do pelotão, mas por fora, pelas beiradas, como a gente fala… E nos Jogos Pan-Americanos, eu não vou ter por exemplo que nem no Mundial, 60/50 meninas juntas… A gente vai ter 15 a 20. Então o pelotão fica muito diferente do que eu estou acostumada a competir, a nadar, mas o nível termina sendo muito forte. Porque a gente tem os Estados Unidos, que é uma potência de qualquer jeito, em qualquer esporte, então a gente tem a medalhista olímpica já na prova de 10km de Londres, que vai estar competindo os Jogos Pan-Americanos, Canadá também é forte, Brasil é forte… Só que a gente não tem mais números de atletas, a gente tem que bolar uma estratégia diferente do que a gente está acostumado mas é isso. Eu acho que é isso, sair do campeonato mundial, esses 15 dias que eu vou ter em casa, poder montar uma estratégia diferente para o Pan-Americano e ir em busca dessa medalha que eu ainda não tenho.”

E Ana Marcela tem experiência em disputas dos Jogos Pan-Americanos. Participa das provas desde que a modalidade foi incluída no programa da competição. Só não esteve presente em 2015. Os erros das últimas edições colaboram em prol de lapidar e buscar o objetivo da atleta.

“Essa vai ser a minha terceira edição de Pan-Americano, a primeira eu estava super novinha com 15, foi no Rio de Janeiro, né? Em 2007, no Pan, acho que eu terminei na nona colocação. Em 2011, foi logo depois do campeonato Mundial de Shangai. Eu não me classifiquei para os Jogos Olímpicos de Londres 2012. E foi mais seguido, né? A gente acabou de voltar de Xangai, na mesma semana praticamente a gente já foi pra Guadalajara. Então foi uma competição que eu cheguei extremamente cansada. Não consegui render aquilo que eu esperava, talvez não tivesse treinado tudo que era necessário para aguentar essas duas provas.”

Com a vaga garantida antecipadamente para Tóquio 2020, no Mundial, Ana Marcela terá 15 dias para arrumar o fuso horário que veio do Mundial da Coréia do Sul, descansar e estar com a família rapidamente. Depois, embarca para a disputa da prova dos 10km nos Jogos Pan-Americanos Lima 2019, que acontecerá no dia quatro de agosto, às 11h (horário de Brasília).

Esse é só o começo do sonho da atleta em busca de todas as medalhas para sua coleção. “Essa medalha de Pan-Americano com certeza é um sonho, é uma dedicação que a gente está ali todo dia, mas o nosso sonho termina com certeza sendo a medalha olímpica. Mas eu acho que serve como preparação.” E sabemos que ela tem sede a cada braçada!

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