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Olimpíada

Saúde mental é o maior desafio dos atletas na pandemia

O COI realizou uma pesquisa com mais de 4 mil atletas e comissões técnicas do mundo, que apontaram as dificuldades durante a pandemia

COI - Saúde mental - pandemia de coronavírus
Judoca Beatriz Rodrigues de Souza nos Jogos Pan-Americanos de Lima (Wander Roberto/COB)

Uma pesquisa realizada pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) em maio revelou que lidar com a saúde mental e gerenciar as carreiras esportivas têm sido os maiores desafios enfrentados pelos atletas durante o período da pandemia de coronavírus.

A pesquisa foi realizada com mais de 4 mil atletas e membros de comissões técnicos de 135 países. O Brasil, com 12%, foi o país com maior porcentagem de participantes do estudo.

+Como minimizar prejuízos físicos e mentais durante a pandemia

Os resultados destacam que 50% dos atletas enfrentam dificuldades em adaptar seus treinos, como consequência das restrições impostas na maioria dos países para conter o coronavírus. Além disso, o gerenciamento da saúde mental e das carreiras esportivas foram identificados como os dois maiores desafios (com 32% cada), seguidos pela nutrição e dieta (30%).

Os atletas mais jovens apontaram que o maior desafio tem sido controlar a sua nutrição e dieta (37%). Os atletas de elite, no entanto, estão mais preocupados em financiar suas carreiras esportivas (31%).

Dentre os membros de comissão técnica, por sua vez, 63% disseram que o mais difícil tem sido manter seus atletas motivados. Além disso, os dois maiores desafios seguintes apontados foram planejar o treinamento de seus atletas (56%) e apoiar a saúde mental deles (40%).

Importância da saúde mental

A pesquisa do COI destaca ainda depoimentos de atletas e comissões técnicas, que foram mantidos em anônimo e que fizeram a pesquisa. E grande parte enfatizou como tem sido difícil se manter motivado e mentalmente forte durante a quarentena e a pandemia de coronavírus.

“É muito difícil treinar devido às restrições. Porque o treinamento adiciona estrutura à minha vida e sinto que a falta de estrutura sem treinamento está afetando negativamente minha saúde mental. Tudo com o qual estou lutando está ligado. Eles não podem ser vistos como separados”, disse um atleta de elite da África do Sul que fez a pesquisa.

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“Devido ao isolamento, estou sem emprego e não tenho renda para financiar competições futuras. Além disso, tenho minhas próprias despesas e as da família”, lamentou um jovem atleta do Peru.

“Manter os atletas motivados tem sido difícil e o bem-estar mental não tem sido fácil”, disse um brasileiro, membro de comissão técnica.

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