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Basquete

Clarissa exalta ‘didática’ de Neto e projeta ciclo de Paris

Em live com o OTD, Clarissa exaltou o trabalho de José Neto, analisou os próximos passos da seleção brasileira e falou sobre seu futuro após deixar o Lyon

Clarissa defende a seleção brasileira há mais de 10 anos (Pedro Ramos/ rededoesporte.gov.br)

José Neto completará um ano à frente da seleção brasileira de basquete feminino na próxima semana, mas já colocou o time em outro patamar. Mesmo sem conseguir a classificação os Jogos de Tóquio, mas com o ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima e o terceiro lugar na Americup, o treinador faz com que Clarissa vislumbre um bom ciclo para os Jogos Olímpicos de Paris-2024.

Em entrevista realizada durante uma live no Instagram do Olimpíada Todo Dia, a pivô que frequenta a seleção brasileira há mais de dez anos e acumula passagens pelo basquete de França e Estados Unidos exaltou a didática de José Neto, jamais vista por ela no time do Brasil.

“Foi o período mais didático que eu tive de seleção brasileira. O que eu tinha de experiência na parte tática quando joguei nos Estados Unidos e na França… não era uma realidade na seleção e nos clubes do Brasil ainda. Até mesmo a parte didática de ter mais informação, não só dentro da quadra, mas de estudar o adversário, de ter vídeo e ler o que está acontecendo”, disse.

“Essa didática ajuda muito, porque a jogadora vai para a quadra com mais noção do que precisa fazer. Eles (José Neto e sua comissão técnica) trouxeram esse olhar diferente para a gente entender melhor o jogo, então isso está dando muito certo. Isso com certeza vai se intensificar para o futuro”, acrescentou.

Paris-2024

Diante do crescimento da seleção brasileira de basquete feminino desde a chegada de José Neto, Clarissa analisa com bons olhos o ciclo para os Jogos Olímpicos de Paris-2024, mas diz que as primeiras competições, como a Mundial da Austrália, em 2022, vão demonstrar se o Brasil está no caminho certo.

“A expectativa é sempre a melhor. A gente tem um caminho para trilhar até Paris-2024 com muitas coisas pela frente, como Mundial e o Sul-Americano. Precisamos olhar isso com carinho, porque é o que vai trazer as respostas para 2024. A CBB (Confederação Brasileira de Basquete) está muito focada para a gente ter os melhores recursos para trabalhar. A gente vai chegar bem em 2024, mas precisamos pensar nessas etapas até chegar lá”, projetou.

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Clarissa ainda destacou o crescimento da LBF (Liga de Basquete Feminino) e das categorias de base nos últimos anos, acreditando que a seleção brasileira colherá bons frutos no futuro. José Neto, inclusive, já disse que um dos projetos da CBB é melhorar o trabalho na formação de atletas.

“Tem muita menina boa sendo formada. A gente não tem tanta deficiência em relação às atletas. A ideia de agora é recrutar o maior número de meninas possível para melhorar em quantidade e aumentar a rivalidade. Os técnicos e os clubes estão trabalhando para dar o melhor para essas meninas. A ideia é só melhorar para poder fazer uma seleção forte, mas o dia a dia que é importante. Muita coisa boa vem por aí. Quem viver, verá”, afirmou Clarissa.

Futuro

Em live com o OTD, Clarissa exaltou o trabalho de José Neto, analisou os próximos passos da seleção brasileira de basquete feminino e falou sobre seu futuro após deixar o Lyon pensando em Paris-2024
Clarissa não defenderá mais o Lyon (Divulgação)

Por conta da pandemia do Coronavírus, o primeiro ministro francês, Edouard Philippe, decretou o fim da temporada esportiva no país no final de abril. Deste modo, Clarissa, que voltou ao Brasil em março, não atuará mais pelo Lyon Asvel. Além de encerrar a passagem da brasileira pelo time europeu, a Covid-19 tem atrapalhado as negociações para que ela assine com outro clube.

“O coronavírus deixou as coisas um pouco mais lentas, mas as conversas estão andando. Está mais devagar do que estaria se fosse uma ocasião normal. Está uma interrogação grande. Está tudo muito aberto, não tem nada definido. Não tem ideia do que vai acontecer. Se eu falar alguma coisa agora, vai ser loucura. Não tem nada fechado. Não sei onde vou trabalhar, mas vou trabalhar”, disse.

Por outro lado, o cancelamento das competições, especialmente a liga francesa, possibilitou que Clarissa trate melhor a inflamação do tendão de Aquiles, lesão que a tirou do Pré-Olímpico Mundial, onde o Brasil não conseguiu a classificação para os Jogos de Tóquio.

“Está faltando só o selo do médico para poder finalizar. Está bem melhor. Nessa pausa da pandemia deu para dar um descanso ainda maior para o local, porque eu estaria jogando agora. Está ficando bom”, finalizou.

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