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Atletismo

Thiago Braz desabafa após GP Brasil: “Não me sinto frustrado”

Campeão olímpico, Thiago Braz falou sobre o GP Brasil, a fase de treinamento, a temporada 2019 e comentou o fato de ter voltado a morar e treinar no Brasil. Assista a entrevista!

Fora do pódio do GP Brasil, o campeão olímpico do salto com vara Thiago Braz não conseguiu passar da marca de 5m60. No Estádio do Centro Nacional de Desenvolvimento do Atletismo, em Bragança Paulista, neste último domingo (28), os três primeiros lugares da modalidade foram compostos pelo brasileiro Augusto Dutra, com 5m75. Completaram German Chiaraviglio, da Argentina, com 5.60m e Audie Wyatt, dos Estados Unidos, com a mesma marca de 5,60. O resultado, no entanto, não deixa Thiago preocupado.

“Não foi um bom resultado para início de ano, mas ainda mesmo assim não estou me sentindo frustrado. Eu acredito que estou muito bem. Agora, deixar para Doha, Diamond League… Espero saltar muito bem lá.”

O calendário de Thiago Braz segue movimentado. Ele disputa no dia 03 de maio, em Doha, a abertura da Liga Diamante, uma das provas mais fortes e difíceis. No mesmo mês, ainda tem o Sul-Americano do Peru. Tudo isso em fase de preparação dos treinos.

“Olha, eu não finalizei totalmente a minha preparação, mas a gente está em processo de finalizar já. E aí colocar minha marca completa. Ainda a gente tem uns dois meses, um mês vai… Digamos, pra eu estar no ponto certo, né? Pra gente competir bem e tal, mas a gente já espera ir pra Doha e fazer alguma coisa e sair um resultado legal.”

Em 2019, na temporada de pista coberta, Thiago Braz saltou para 5m80 no All Star Perché, em Clermont Ferrand, na França e com essa marca já estava garantido no Mundial de Doha, no Catar, entre 27 de setembro e 6 de outubro e para os Jogos Pan-Americanos de Lima, com prova prevista para o dia 07 de agosto.

A já antecipada classificação não deixou o atleta acomodado: “Não. Eu realmente já estou um pouco mais tranquilo pelo índice que já está feito, mas mesmo assim não dei aquela baixa de ‘não quero competir, não quero fazer resultado’. Não, eu quero sim. Simplesmente não deu pra acertar hoje. Então vamos para a próxima, acho que a próxima tem muito a esperar ainda.”

Com mais um mês de treinamento, pelo menos, o recordista olímpico já tem o que é possível em mente: “Por exemplo, eu tenho 18 passadas pra correr. Hoje, a gente competiu com 16 passadas. A gente não finalizou ainda a preparação como eu estava dizendo. Falta mais ou menos um mês e a gente vai estar bem, vai estar legal. Pra hoje (GP Brasil), com 16 passadas eu esperava 5,60, 5,70, já era uma boa marca. E agora com 18 já tem um resultado expressivo.”

Antes da competição do Brasil, Thiago Braz passou um tempo no Centro de Treinamento de Chula Vista, em San Diego, nos Estados Unidos, com um grupo de brasileiros que participavam de um Camping Internacional. Depois de três anos morando e treinando em Fórmia, na Itália, ele voltou a ser treinado por Elson Miranda com a consulta de Vitaly Petrov e, também, a residir em território brasileiro. Claro, que como tudo na vida, isso tem ônus e bônus para o atleta.

“Pra voltar para o Brasil eu acho que foi bom. Eu acredito que eu tive boas coisas, como tem algumas coisas que também são ruins ao voltar para o Brasil, que a gente perde um pouco da estrutura que a gente tinha na Itália, mas o bom é que a gente está perto da família, né? A gente está perto de quem gosta da gente. Ainda a gente continua com os técnicos acreditando na gente. Eu precisava desse clima também, do Brasil, né? Recuperar as energias acredito e agora eu estou me sentindo bem. Não tem nada atrapalhando assim a não ser as estruturas em que a gente ainda precisa melhorar muito no Brasil, a respeito do que a gente tem lá fora, então acho que é só isso que a gente perde.”

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